sexta-feira, março 19, 2010

RECEBEMOS INUMEROS PEDIDOS DE MUDANÇA DA DATA DO CHURRASCO QUE REALIZAREMOS COMO MARCO COMEMORATIVO DA APROVAÇÃO DA APOSENTADORIA ESPECIAL PARA AS MULHERES MILITARES DE MINAS GERAIS.

ALGUNS DOS PROCEDIMENTOS PRECISAM SER ULTIMADOS PARA QUE POSSAMOS VIABILIZAR A PARTICIPAÇÃO DE TODAS AQUELAS QUE ASSIM O DESEJAREM, MAS DE ANTEMÃO PARA QUE TODAS POSSAM SE PROGRAMAR, ATÉ PORQUE SOMOS POLICIAIS E O TRABALHO ESTÁ EM PRIMEIRO LUGAR, VAMOS DIVULGAR A NOVA DATA. ELA FOI MUDADA PARA FACILITARMOS PARA O PESSOAL DO INTERIOR QUE  QUISER PARTICIPAR. ASSIM SERÁ NO DIA 17 DE ABRIL, A PARTIR DE 11 HORAS.

PEDIMOS DESCULPAS A TODAS QUE INICIALMENTE SE PROGRAMARAM PARA O DIA 11 DE ABRIL, MAS APÓS PONDERARMOS, ENTENDEMOS QUE ESSA DATA PERMITIRÁ QUE MAIS MULHERES PARTICIPEM COM SUAS FAMÍLIAS.
FOI COM A PARTICIPAÇÃO DE NOSSOS FAMILIARES QUE CONSEGUIMOS VENCER. ELES MERECEM COMEMORAR CONOSCO!


ESPERAMOS POR VOCÊ LÁ.

Câmara facilita a formulação de políticas para as mulheres

sexta-feira, março 12, 2010

BALANÇO

Escrava do lar

Hoje, Dia da Mulher, o Ipea divulga estudo mostrando que quase nada mudou no espaço doméstico. Mesmo quando estudam, têm profissão e ganham dinheiro, as mulheres são responsáveis quase exclusivas pela casa e pelos filhos. No máximo, se afortunadas, delegam o serviço pesado para outras mulheres - as empregadas domésticas.
-------------------------------------------------------------------------------
Desequilíbrio

O Ipea captou no Brasil uma realidade mundial. Pesquisa da OIT em vários países, divulgada sexta-feira, revelou que as mulheres trabalham 57,1 horas semanais e os homens, 52,3 horas. Detalhe: 37% da jornada feminina se refere ao trabalho doméstico. Já os homens dedicam à casa apenas 18% do tempo. Ou seja, a mulher se divide entre profissão e família, enquanto o homem permanece mais focado na carreira.
--------------------------------------------------------------------------------
Mercado reflete

O desequilíbrio de atribuições no lar explica as desigualdades de gênero no mercado de trabalho. Escrava do lar, a mulher ganha menos e tem mais dificuldades de ascensão. Já o homem, senhor que se serve da estrutura doméstica mantida pela mulher, fica com os melhores cargos e salários. Está havendo mudanças, mas elas são lentas.
--------------------------------------------------------------------------------
Novo homem
Lais Abramo, da OIT, diz que a entrada da mulher no mercado de trabalho não foi seguida por uma reorganização das funções domésticas. Ou seja, a mulher foi assumindo atividades "masculinas", mas o homem ainda resiste ao serviço "feminino". A definição tradicional de papéis domésticos é a última fronteira na igualdade entre os sexos: a bastilha cultural que ainda não caiu. E ela terá que cair, cedo ou tarde, pois, cada vez mais, mulheres reclamam um "novo homem". E parecem dispostas a viver sozinhas, se ele não quiser evoluir. Como diz Giorgio Armani, elas querem mesmo o poder.

quinta-feira, março 11, 2010

PEC SOBRE APOSENTADORIA ESPECIAL PARA MULHERES POLICIAIS CIVIS EM TRAMITE NA ALEMG

Essa conquista para as policiais civis é a extensão do esforço concentrado efetuado pela AMPROSEG - Associação das Mulheres Profissionais de Segurança Pública em prol da regulamentação da aposentadoria especial para as mulheres militares mineiras.
Via reflexa, as policiais civis se beneficiaram da conquista e agora sua trajetória será menos árdua.
Nos colocamos à disposição para o apoio que se fizer necessário.

quarta-feira, março 10, 2010

SOBRECARGA NO LAR IMPACTA ASCENSÃO FEMININA NO TRABALHO

Sobrecarga no lar impacta ascensão feminina no trabalho


Ipea divulgou comunicado sobre a desigualdade de gênero no mercado e no emprego doméstico

A persistente responsabilização das mulheres pelos trabalhos domésticos não remunerados é apontada como fator preponderante na desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho. Essa é uma das conclusões do Comunicado do Ipea n° 40, Mulheres e trabalhos: avanços e continuidades, que o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou nesta segunda-feira, 8, Dia Internacional da Mulher.

Apesar de ocuparem cada vez mais postos no mercado de trabalho, 86% das mulheres ainda são responsáveis pelos trabalhos em casa, enquanto os homens são 45%, segundo dados de 2008 do IBGE. Elas dedicam em média quase 24 horas por semana aos afazeres domésticos. E os homens, apenas 9,7 horas.

O estudo trata, ainda, das consequências dessa naturalidade em atribuir às mulheres os afazeres domésticos. Os efeitos vão desde a menor disponibilidade da mulher às jornadas de trabalho que exijam mais tempo, à ação dos estereótipos e a ocupação de 42% das mulheres em posições precárias, em comparação com 26% dos homens.

A coordenadora de Igualdade e Gênero do Ipea, Natália Fontoura, afirmou que, se de um lado há muitas trabalhadoras precarizadas, no outro extremo há um crescente grupo de profissionais liberais mais escolarizadas e bem remuneradas que podem se lançar no mercado de trabalho porque delegam as responsabilidades familiares a outras mulheres, as empregadas domésticas. "Isso cria um encadeamento perverso de mulheres ligadas às atribuições que deveriam ser de todos, independentemente de ser homem ou mulher", disse a técnica.

Políticas públicas

As mudanças nos arranjos familiares, com quase 35% de mulheres chefes de família, o tempo médio de estudo das mulheres de 7,6 anos - que já é superior ao dos homens (7,2 anos) -, e o percentual crescente de mulheres que entram no mercado de trabalho são algumas das principais mudanças registradas entre 1998 e 2008 no Brasil. Apesar disso, o Comunicado mostra que praticamente nada mudou com relação ao trabalho doméstico no que diz respeito à distribuição dos afazeres entre homens e mulheres.

Natália Fontoura alertou para o papel das políticas públicas e das instituições no sentido de promover uma mudança cultural e estimular o compartilhamento de atividades domésticas. A pesquisadora sugeriu uma licença paternidade maior e também licenças paternais que tanto mulheres quanto homens poderiam usar para resolver emergências dos filhos. "Isso muda a visão do empregador. Se qualquer um pode tirar essa licença, na hora de escolher entre uma mulher ou um homem, a mulher não será mais discriminada, além de o pai ganhar mais tempo para a família", concluiu.

Leia o Comunicado do Ipea n° 40 na íntegra