quarta-feira, novembro 09, 2011

Bebê é achado morto em guarda-roupa; pais são presos

Os pais de um bebê de 2 meses foram presos em Cambuquira (sul de Minas Gerais) depois que a criança foi encontrada morta dentro de um guarda-roupas na segunda-feira. Ana Carolina da Fonseca, 19 anos, e Pablo Henrique Teodósio, 23 anos, foram encaminhados para a delegacia de Três Corações, cidade próxima à Cambuquira.

Segundo o sargento José de Souza Filho “uma ambulância foi chamada pelos pais para socorrer a criança e, ao chegarem ao local, os médicos constataram que ela já estava morta e com o corpo gelado, sinais de que já estaria morta há algumas horas” afirmou.
Ainda de acordo com o militar, o que causou estranhamento aos PMs foi o fato dos pais terem demorado para pedir socorro. “A Polícia Militar foi chamada e isolou a área onde a criança estava. Quando esperavam pela perícia, recebemos uma ligação através do 190 informando que ela era sempre colocada para dormir dentro do guarda-roupa e que sofria maus tratos. E em consequência disso veio a falecer. Depois de uma conversa com os pais da criança, que assumiram que colocavam ela para dormir dentro do guarda-roupa, os militares deram voz de prisão a eles”, afirmou.
Ainda de acordo com a PM, a denúncia dizia que uma outra filha do casal, de 1 ano e 11 meses, também sofreria maus tratos e por isso foi encaminhada para o Conselho Tutelar de Cambuquira, que a encaminharia para um parente.
Terra

Facebook tira do ar páginas com piadas sobre estupro

Site de relacionamentos inicialmente relutou em intervir, mas recebeu críticas de anunciantes e ativistas.



Facebook tem hoje mais de 750 milhões de usuários (Foto: Thierry Roge/Reuters)Facebook tem hoje mais de 750 milhões
de usuários (Foto: Thierry Roge/Reuters)
O site de relacionamentos Facebook retirou do ar diversas páginas que faziam piadas sobre estupro, depois de receber críticas de ativistas e anunciantes, entre elas a polêmica "You know she's playing hard to get when you're chasing her down an alleyway" (em tradução livre, "Você sabe que ela está bancando a difícil quando você corre atrás dela num beco escuro").
"Não há espaço no Facebook para conteúdo raivoso, ameaçador ou que incite violência", disse a organização. Apesar disso, mensagens polêmicas podem ser mantidas, se seus administradores as classificarem como humorosas ou satíricas.
Orlagh, uma estudante de Belfast, na Irlanda do Norte, que tem 22 anos e não quis revelar seu sobrenome, disse à BBC que viu a página e ficou preocupada. "Isso não é só uma piada. Tem pessoas ali (na página) que defendem o estupro e tem pessoas ali que estão, aparentemente, confessando ter estuprado".
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"O Facebook é uma força social significativa e a forma como o site vê a mulher é preocupante, já que (imagens de) mulheres amamentando são consideradas obscenas e estupro não". O comentário de Orlagh é uma referência ao fato de que o site retirou do ar imagens de mães amamentando.
Denúncias
"Nós levamos denúncias de material ofensivo ou questionável muito a sério", disse o Facebook à BBC. "No entanto, também queremos que o Facebook seja um lugar onde as pessoas podem discutir questões abertamente e expressar suas visões, ao mesmo tempo respeitando os direitos e sentimentos dos outros".
"Grupos ou páginas que expressam opiniões sobre um país, instituição ou crença – mesmo que esta opinião seja ofensiva ou absurda para alguns – não infringem nossas políticas. Essas discussões on-line são um reflexo daquelas que ocorrem fora da rede, onde as conversas ocorrem livremente".
A linguagem formal da declaração contrasta com os comentários feitos anteriormente pela empresa. Em agosto, o Facebook disse: "Contar uma piada de mau gosto não vai fazer você ser expulso do seu bar local, assim como não vai fazer você ser retirado do Facebook".
CríticasA relutância inicial da empresa em intervir provocou críticas de ativistas, além de reclamações de anunciantes, que não queriam ser associados à páginas polêmicas. Entidades de apoio a vítimas de estupro e defesa das mulheres elogiaram a decisão de remover as páginas, mas disseram querer ainda mais do Facebook.
"Simplesmente retirar as páginas do ar não é suficiente", disse Jane Osmond, do website Women's Views On News (Opiniões das Mulheres Sobre o Noticiário). "O público precisa saber se o Facebook mudou sua posição, ou se apenas removeu as páginas para proteger sua imagem pública".
Especialistas dizem que a situação é delicada para o Facebook. "É uma linha tênue para o Facebook. O risco é que ele comece a ser associado com atos como o governo americano combatendo o Wikileaks ou os chineses restringindo o Google", disse a consultora de mídia Theresa Wise. "Por outro lado, sua receita comercial depende de o site não ser relacionado a sentimentos públicos negativos".

Fonte: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/11/facebook-tira-do-ar-paginas-com-piadas-sobre-estupro.html

Plantão Policial :: Minas Gerais é referência nacional em políticas e ações de combate às drogas

A experiência mineira no combate às drogas é reconhecida e serve de referência para outros estados brasileiros
 
Segundo o estudo, os estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Piauí e Rio de Janeiro possuem “dotações significativas para o desenvolvimento de políticas antidrogas”. Foto Ilustrativa

Pesquisa apresentada esta semana pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) sobre o impacto do crack e outras drogas e as principais áreas afetadas revela que Minas Gerais é um dos estados brasileiros que mais investe no desenvolvimento de políticas sobre drogas.

Segundo o estudo, os estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Piauí e Rio de Janeiro possuem “dotações significativas para o desenvolvimento de políticas antidrogas”, e os estados do Espírito Santo, Paraná e, novamente, Minas Gerais, apresentaram “dotações grandes para atendimento a pessoas usuárias de drogas em 2010”.

Para o subsecretário de Políticas sobre Drogas, Cloves Benevides, esses dados demonstram que a estratégia de integração adotada pelo Governo de Minas a partir da criação da Agenda Intersetorial de Políticas sobre Drogas e do Programa Aliança pela Vida está no caminho correto. “Os resultados revelam nossos esforços no sentido de ampliar e qualificar as políticas vigentes, atendendo cada vez com mais qualidade os usuários de álcool e outras drogas, e as suas famílias”, ressalta.

O subsecretário destacou ainda que outro aspecto importante é o caráter inovador das políticas sobre drogas em Minas Gerais. “Integramos áreas, como saúde, defesa social e assistência, ampliando a capilaridade das políticas e potencializando seus resultados”.

Reconhecimento

A experiência mineira no combate às drogas é reconhecida por outros estados que visitam a Subsecretaria de Políticas sobre Drogas (Supod) para conhecer as políticas adotadas no Estado. Nesta terça e quarta-feira (8 e 9), representantes da Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos do Rio Grande do Sul estão em Minas Gerais para conhecer os programas desenvolvidos pela subsecretaria.

A comitiva gaúcha, composta por uma equipe do Departamento Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas, da Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos do Rio Grande do Sul, acredita que é muito importante essa troca de conhecimentos com a Supod. “Minas Gerais é hoje uma referência nacional em políticas sobre drogas, por isso o interesse em conhecer os programas desenvolvidos no Estado”, destacou o diretor do Departamento, Solimar dos Santos Amaro.

Segundo Rodrigo Franklin, que também integra a comitiva, o Departamento de Políticas Públicas sobre Drogas do Rio Grande do Sul foi criado este ano, daí a necessidade de buscar experiências em outras regiões. “Nossa expectativa é conhecer como são feitos e executados os projetos relativos à questão das drogas em Minas Gerais e entender como pontos críticos são solucionados”, ressalta.

Programação

A equipe do Rio Grande do Sul foi recebida na Cidade Administrativa pelo subsecretário Cloves Benevides, que apresentou a Subsecretaria aos visitantes. Na terça-feira, a comitiva conheceu a Comunidade Terapêutica Terra da Sobriedade e o programa de prevenção Papo Legal. Para esta quarta-feira estão previstas visitas ao Centro de Referência Estadual em Álcool e Drogas (Cread) e SOS Drogas e ao Conselho Estadual de Políticas sobre Drogas.

Com o mesmo objetivo, representantes da prefeitura de São Paulo e do Estado Rio Grande do Norte também visitaram, recentemente, a Subsecretaria de Políticas sobre Drogas. Nesta quinta-feira (10), o subsecretário Cloves Benevides irá até o Piauí para fazer a abertura de um fórum de políticas sobre drogas, promovido pelo Estado, que criou uma Coordenadoria Especial Antidrogas baseado no modelo de Minas Gerais.

Em outubro, o subsecretário levou a experiência mineira para Tocantins, e, em dezembro, fará a abertura de um fórum estadual no Paraná e participará de um encontro sobre drogas em Santa Catarina.

Fonte:http://www.jornalaraxa.com.br/noticias/?SESSION=noticias&PAGE=noticia&ID=2268

 

Recém-nascido morre após receber leite na veia em hospital de SP


FOLHA.COM
Um bebê de 12 dias morreu nesta segunda-feira (7) após receber 10 ml de leite materno na veia no hospital municipal Professor Mario Degni, na zona oeste de São Paulo.
De acordo com informações da SSP (Secretaria de Segurança Pública), Kauê Abreu dos Santos nasceu prematuro e estava internado na UTI do hospital.
Segundo depoimento do pai da criança, sua mulher deixava leite materno em um frasco todos os dias no hospital, para que bebê fosse alimentado por sonda nasal. Além do leite, o menino recebia medicamento pela veia.
Ainda segundo relato do pai à polícia, por volta de 0h da segunda-feira, o bebê recebeu 10 ml de leite pela veia, em vez do medicamento. No momento, a equipe do hospital contava com dois médicos, uma enfermeira e cinco auxiliares, segundo a SSP.
De acordo com a secretaria, depois de 30 minutos a equipe médica percebeu que o recém-nascido teve queda no nível de oxigênio. Seu estado de saúde piorou, e ele morreu às 7h25.
O caso foi registrado no 51º DP (Rio Pequeno) como homicídio culposo e é investigado pela polícia.
A Secretaria Municipal de Saúde afirmou em nota que "considera inaceitável este tipo de ocorrência" e disse que instaurou inquérito administrativo para apurar o caso. Segundo a secretaria, a auxiliar de enfermagem envolvida foi demitida.
A secretaria afirmou ainda que lamenta a morte do bebê e disse que a direção do hospital está à disposição da família para esclarecimentos.

Crianças brasileiras são mutiladas trabalhando na informalidade

Crianças e adolescentes com as mãos cortadas por facas. Vários deles estampam na pele queimaduras de solda de bijuterias e um grupo chora pela perda de órgãos esmagados por cilindros de padaria. Outros são precocemente diagnosticados com doenças decorrentes de exposição a agentes como poeira e benzeno. Sofrem ainda com lesões por esforço repetitivo, distúrbio osteomuscular (Dort) e até transtorno mental. Esse é mais um lado cruel de uma tragédia que atormenta o país. Pelo menos três menores de até 17 anos se acidentaram por dia trabalhando no Brasil nos últimos dois anos e meio, quase todos na informalidade. Entre 2009 e julho de 2011, no mínimo 37 meninos morreram dando duro. Um deles não tinha 13 anos ainda.

Isso é só uma amostra do que anda acontecendo, pois as estatísticas são precárias. Os dados referentes a acidentes com menores foram coletados pelo Ministério da Saúde a partir de comunicação de hospitais e postos de atendimento. “A subnotificação é elevada. A quantidade de acidentes envolvendo trabalhadores, principalmente os menores, é muito maior do que se tem conhecimento”, afirma a médica e especialista em saúde pública Maria Maeno, pesquisadora da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro).

Pelo menos 4.190 menores se acidentaram entre 2006 e julho de 2011, a maior parte no estado de São Paulo, entre os quais 21% são meninas. Desse total, 60% (2.487) acidentes foram identificados nos últimos dois anos e meio pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), implantado pelo Ministério da Saúde em 2003 para acompanhar a ocorrência de determinadas doenças e acidentes. Na faixa de idade até 13 anos, o Distrito Federal aparece em segundo lugar, com 18 menores acidentados. A partir dos 14 anos, Minas Gerais e Paraná seguem na lista dos estados com mais acidentes.

Vulneráveis
A pesquisadora chama a atenção para uma realidade cruel: os menores que começam a trabalhar cedo são os mais vulneráveis, mesmo quando adultos. “A partir dos 20 anos, espera-se que estejam na plenitude física e psíquica para trabalhar, mas carregam um desgaste tão grande porque já trabalham há muito tempo, o que os torna mais propícios aos acidentes”, lamenta Maria Maeno. Para ela, o governo e a sociedade civil precisam se debruçar com mais profundidade sobre o problema.

Ela lembra que 39% da população ocupada começa no batente antes dos 14 anos e 77%, entre 15 e 17 anos, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2009, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a pesquisadora, os menores são requisitados para trabalhar em lanchonetes, fábricas de bijuterias, malas e bolsas, onde estão sujeitas a cortes, queimaduras, tendinites e outras lesões por esforço repetitivo.

Do Estado de Minas